sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sanduíche Matinal do Bem



Dia de chuva, nada melhor que um chá bem quentinho para acordar...
Uma fominha boa, sanduíche é a pedida.

2 fatias de pão de forma integral torradas
1/2 lata de tomates pelados
1 dente de alho grande
Azeite, pimenta-do-reino e sal
2 fatias grandes de ricota
Algumas folhas de rúcula
Orégano

Refogue o alho picado no azeite e jogue os tomates, picados grosseiramente. Deixe secar um pouco, adicione o sal e a pimenta e coloque sobre a torrada. Arrume as folhas de rúcula, coloque um fio de azeite; finalmente, arrume a ricota, regue com azeite e salpique o orégano. Ficou ótimo com chá de maçã com canela.:-)



domingo, 30 de maio de 2010

Risoto de Alho-poró com Páprica Picante, Fatias de Pernil com ChutneyLove e Salada de alface roxa com Vinagre de Laranja.

O Comadre Fulorzinha é mesmo F***. Sempre tem umas coisinhas irresistíveis. Dessa vez, minhas apostas foram no vinagre de laranja. Não decepcionou. O almoço saiu depois da organização dos vegetais. Tinha umas fatias do Pernil do Dia das mães bem embaladinho, gritando "ME COMA" do fundo da geladeira, metade de um alho-poró, arroz Guin tabém já meio 'antigo' (que sobrou da Sushizada Maluca) e uma páprica picante que eu tava louca para experimentar.

Vamos às receitas:

Fatias de Pernil ao ChutneyLove

Algumas fatias de pernil assado e bem dormido
ChutneyLove (é o apelido carinhoso que meu marido pôs no Chutney de Pimenta Dedo-de-Moça, receita que eu criei e em breve estarei comercializando)

Coloque as fatias bem juntinhas numa assadeira, depois lambuze com o Chutney de Pimenta e asse um pouco, até dar uma leve secada. (coisa de 8 minutos em fogo alto)

Salada de Alface Roxa com Vinagre de Laranja:

Alface Roxa
Alface Crespa
Hortelã
Cenoura no vapor

As folhas: limpas, secas e rasgadas.
Molho: Azeite, vinagre de laranja e gersal (gergelim torrado, moído com sal marinho), misturadinhos na molheira, para colocar na hora, no próprio prato.


Risoto de Alho-poró com Páprica Picante


Eu li no rótulo do arroz Guin* que ele pode ser usado em receitas italianas, então achei que daria um bom risoto. Ficou perfeito.


1/2 caneca de arroz Guin
+ou- 700 ml de água quente (o pulo do gato: usei a água que havia feito o branqueamento da cenoura, com 1/2 pacotinho de sazon amarelo + 1 colher de chá de páprica picante dissolvidos nesse água)
1/2 Alho-poró
1/2 colher de sopa de manteiga

Refogue levemente o alho-poró e o arroz na manteiga. Vá acrescentando aos poucos conchas do caldo fervente, até o arroz ficar cremoso e al dente. Tá pronto!










*usado tradicionalmente para sushi

sábado, 22 de maio de 2010

Tempero Verde





Esse temperinho é maravilhoso para ser usado no feijão, em carnes, soja e em galinha. Sempre adorei uma galinha guisada que serviam na casa da sogra de uma tia minha. Tentei muito reproduzir sem sucesso. Um belo dia, vi a cozinheira fazendo e depois peguei a receita com minha tia. É simples, rápido, barato e SALVA GERAL . É engraçado como muda o sabor dele mais cozido e dele mais cru. Gosto de colocar no feijão e desligar o fogo. No bife, aproveitando a graxa da frigideira também fica ótimo. Dura uns 2 meses na geladeira.

Você vai precisar:
3 cebolas
6 dentes de alho grande
1 molho de coentro (use os talos até bem perto da raiz, para aproveitar bem)
1 molho de cebolinha
1 pimentão verde
1 tomate grande
6 pimentas de cheiro (opcional)
pimenta-do-reino à gosto
Quanto baste de vinagre

Picar e colocar tudo no liquidificador. Coloque 1 dedo de vinagre e tente bater, se conseguir ótimo, se o liquidificador engasgar, bote mais um pouco, até conseguir bater bem e a mistura ficar uniforme. Coloque em um frasco de vidro esterilizado e guarde na geladeira.

Obs.: essa receita é um pouco grande, separe 2 frascos, fique com um pra você e presenteie algum querido.= :-)

sábado, 15 de maio de 2010

Como ter sempre salada - ou Catimbó das Folhas.

Me empolguei com o Comadre Fulorzinha e pedi 6 tipos de folha. Mesmo com as doações, a quantidade era considerável. Lembrei de um filme onde a mulher colocava as folhas numa travessa com água e as deixava sobre a mesa. Será que funciona? Liguei pra Tia Chu correndo, para saber se ela já havia feito algo do tipo e a resposta foi: "sim, no SENAC a gente fazia isso, fechava com filme plástico e colocava na geladeira" "Ahhhh! Não estamos a europa, né?".
Mas que informação preciosa!
Fui numa loja de departamento, comprei duas bacias só para uso culinário e fiz o que chamo carinhosamente de 'catimbó das folhas'.
As folhas ficam NOVAS, por até 4 semanas! Claro que tem que trocar a água, assim, de 4 em 4 dias mais ou menos. E sempre vedar bem com o filme. Funciona muito bem, só assusta um pouco as visitas quando vão pegar algo na geladeira...








Outro método que utilizo com freqüência, principalmente quando compro em pequenas quantidades é: higienizar, SECAR BEM* (importantíssimo ou é melhor deixar no saquinho do mercado do jeito que veio!), colocar umas 3 folhas de papel toalha no fundo de uma travessa, por as folhas, tampar e por na geladeira. Dura uns 5 dias. É uma mão na roda, pois dá para rasgar as folhas com o prato já montado, temperar e comer rapidinho.

O último e não menos importante é o branqueamento de vegetais e algumas folhas (as que serão consumidas cozidas). O método é bem simples: lava, pica, escalda em água fervendo, resfria na água com gelo, escorre, embala e congela. Há sites aos montes explicando os detalhes. Cada verdura tem seu tempo de fervura e a água não pode ser aproveitada de um vegetal para o outro.

Hoje fiz uma feira grande no Comadre e tive de usar os 3 métodos (o da vasilha só fiz pq sobrou muita salada do almoço). Levei mais ou menos 40 minutos organizando tudo (inclusive o branqueamento). Por no mínimo 3 semanas não me preocuparei com isso e comerei salada todos os dias :-)


*só consegui usar esse método depois que ganhei o secador de salada!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Orgânicos em minha vida

Morei um tempo no bairro da Boa Vista, no centro do Recife. Nos mercadinhos por lá, não encontrava verdura que prestasse. Os vegetais duros ainda conseguia com certa facilidade: depois das 19h, nos carrinhos ambulantes que tomam as ruelas do centrão, vendidos por R$1,00 o saquinho. A feira de grãos e especiarias, fazia nas redondezas do mercado São José (comprei até um carrinho de compras,daqueles de ferro) e carnes no açougue. Mas fazer isso tomava um tempo gigante, que nem sempre dispunha. Passei a ir quando dava e quando não dava, ia num superhipermega-supermercado e pronto: comia uma saladinha. Fui na casa de uma tia minha, que mora em Olinda e quando abri a geladeira, havia uma infinidade de vegetais, folhas, talos... Ela estava comprando na feirinha de orgânicos do Fortim, todos os sábados. "mas 6:30, 7h não tem mais nada que preste", avisou ela ao ver meu interesse (e sabendo de meus hábitos notívagos). Tinha muita vontade de ir, juro, mas o sono sempre vencia. Tentei ficar na farra até tarde e na saída ir comprar verduras... Na 'cachaça' até as 4:30 da matina, ia conseguir muito comprar 'abobradinha', 'twomates' e 'alcelgas'... EM OLINDA! Ok, ok. Fiquei sabendo de uma feira há 5 quarteirões da minha casa. "Tu fostes?" Me pergunta o senhor leitor... Nunca, nunquinha acordava a tempo. Apagava isso da agenda mental na sexta a noite e relembrava no sábado, umas 16h da tarde... Pensei finalmente, em "contratar" meu irmão, que acorda super-cedo e sabe escolher verduras muito bem e comecei a procurar na internet uma feira orgânica perto da casa dele.
"orgânicos Recife", eu disse pro google.
E o google me respondeu: Comadre Fulorzinha, minha cara".
Foi inacreditável.

Fiz o cadastro no nome do meu marido (talvez só aceitassem cartão de crédito) e em poucas horas, o acesso à página da loja foi liberado. Fiquei pasma. Tinha muitos, muitos produtos orgânicos. Eu não conseguia acreditar direito:
eles entregam em casa?
Como assim?
Estão locados em Vitória de Santo Antão (50 km do Recife) e entregam por 4 conto????
Tudo orgânico?
Produção local? Nossa!
Eles dizem a cidade de onde vem a verduraaaa!!!!
Fiquei naquela dúvida, né? Será que vem direitinho? Quem escolhe? Será? Vou testar AGORA e JÁ. Me empolguei e fiz o maior pedido da minha história com eles (depois tive que doar metade das folhas que comprei, se não estragariam). Pedi numa quarta, via internet, na sexta pela manhã chegou um motoboy com sacolinhas com o nome de Iuri escrito à punho, com pincel atômico. Pagamos à vista (eles aceitam em cheque também), toma-lá-dá-cá. Tudo certinho, direitinho, bem escolhido e muito fresco. A variedade de folhas é enorme: voltei até a comer almeirão, que NUNCA vi pra vender aqui em Recife! Um molho de coentro do tamanho de 3 do mercado que dá até pra se enforcar :p, um buquêt lindo de salsa crespa, tomate cajá, ovos de verdade... Claro que depende da época, né? Mas sempre tem novidades. E que diferença da cenoura orgânica para a de super-mercado... Ainda vendem macaxeira congelada descascada, polpa de frutas, coco verde, mudas de plantas, terra, adubo, açúcar, grãos, queijo, aves, extrato de tomate... Etc., etc. Tudo chegando na sua porta, tocando a campainha... É um pouco mais caro que no mercado e que na feira de orgânicos, mas o conforto, a tranqüilidade e principalmente a qualidade dos produtos que eles vendem, vale muitíssimo a pena. RECOMENDO.






conheça

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Farofa de Jerimum - Prato Único



Eu sou simplesmente louca por farofa. Algumas fogem do lugar-comum de meras acompanhantes e tornam-se verdadeiros pratos principais (e únicos!). Um ótimo exemplo é essa farofa de jerimum. Sempre que faço algum acompanhamento para ela, fica lá na panela, sem ser tocado... Não precisa de mais nada, pode ser servida em temperatura ambiente (ótimo para festinhas mais descontraídas e dias mais movimentados).

Não sei precisar as quantidades. Tudo depende do gosto do freguês. Gosto dela com bastante verdurinhas e mais molhada, lembrando farofa d'água. Fica muito boa mais seca, com bacon substituindo a lingüiça (aí sim, ela vira acompanhamento).

Ingredientes:

Jerimum cozido no vapor
Farinha
alho, cebola, coentro, cebolinha, pimenta-de-cheiro, tomate e um pedacinho de pimentão, tudo cortado beeem pequenininho.
Lingüiça calabresa picada em cubos
Manteiga de Garrafa
sal, pimenta do reino e vinagre

Amasse o jerimum com um garfo, numa vasilha grande (a que você vai servir)
Reserve o alho e metade da cebola. Misture as verdurinhas picadas com um pouco de vinagre e sal (o vinagre é bem pouquinho mesmo) e junte ao jerimum.
Frite a lingüiça na própria gordura, usando uma frigideira anti-aderente. Seque em papel toalha. Ponha na vasilha do jerimum. Agora o toque de mestre: uma leve fritada do alho e na metade da cebola, na panela onde se fritou a lingüiça. Jogue no jerimum. Coloque o sal e a pimenta do reino. Acrescente bastante Manteiga de Garrafa, misturando e provando, até sentir o sabor dela. Vá adicionando a farinha AOS POUCOS, até ficar encorpado, porém ainda bem molhada. Com o tempo, a farofa resseca... É muito boa. Até meu marido que não gosta de jerimum come que se lambuza. Aviso básico: jerimum é bastante digestivo. Se comer muito, já sabe...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Moelinha, como não?!





Quando sinto saudades de uma comidinha com gostinho de casa de vó, preparo esta moela. É incrivelmente gostoso e é surpreendentemente simples de fazer. E muito barato. Essa receita peguei com a própria, por telefone. Depois ela veio experimentar e aprovou ;-)

Ingredientes:
1 porção de moelas (nos supermercados a quantidade é padronizada)
3 colheres de sopa de extrato de tomate
1 cebola grande picada
2 tomates picados
3 dentes de alho espremidos
Coentro e cebolinha
2 batatas em cubinhos
1 cenoura, também em cubinhos
1 pimenta dedo-de-moça sem sementes
1/2 colher de chá de COMINHO (se não, não era pernambucano)
Sal e pimenta do reino (gosto de substituir o sal pelo tempero pronto Sabor A Mi pimenta)

Lave bem a moela com água e vinagre, raspando a superfície com uma faca. Pique em pedaços pequenos, para que não precise mais ser cortada quando for ao prato. Coloque todos os ingredientes numa panela de pressão. Cubra com água. Cozinhe por 30 minutos, depois que pegar pressão. Abra a panela, experimente, acerte o sal e a pimenta. Se ainda estiver com muito líquido, deixe secar (isso depende da panela, do fogão...) Sirva com arroz (feito sem tempero para não interferir no sabor da moela), farinha e uma boa pimenta.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Almoço da Perdição, Para Três Mulheres

Uma vez passei um mês inteiro em Fortaleza, na casa da minha sogra. Ela me falou de umas postas de atum que havia descongelado e estava sem idéia de como prepara-las. Logo me ofereci. A cunhadinha bateu palminhas, vendo minha empolgação. O atum estava lindo: umas postas grossas, todo delineado, parecia fresco... Era um pecado faze-lo ao molho, destruindo sua beleza. Outro pecado seria faze-lo frito, apenas... Lembrei-me de uma receita sensacional, bem portuguesa. Meu bisavô era português e carrego comigo algumas receitas de família, como um caldo verde que faz maior sucesso e todas as mulheres da família fazem, cada uma dando seu toque especial. A receita escolhida pode ser feita com a maioria dos peixes em posta e até mesmo alguns filés, mas é importante que a espessura seja grossa (2 a 3 dedos).

Segue a receita:

3 postas grandes de atum
5 batatas cortadas em fatias grossas, levemente cozidas em água e sal
5 cebolas
3 dentes de alho
3 tomates
suco de 1 limão, sal e pimenta do reino
Orégano
Azeite (bastante)

Tempere as postas de atum com o suco de limão, o sal e a pimenta. Deixe alguns minutos tomando gosto. Enquanto isso, cuide das batatas. Corte-as em fatias de aproximadamente 2 dedos. Cuidado para ela não cozinha muito, coisa de 8 minutos na água fervente com sal resolve. Fatie o alho, as cebolas e os tomates. Numa travessa refratária grande, faça "a cama" de batatas. Cubra com cebolas. Acomode as postas do peixe, coloque as fatias de alho espalhadas por cima, depois outra "cama" de cebolas. Derrame bastante azeite por cima de tudo, até atingir o peixe (um pouco mais de 300 ml). Coloque os tomates, polvilhe com orégano e leve ao forno por 1h (vigie sempre, pois depende muito do fogão!).




Já tínhamos arroz branco pronto. Resolvi encrementa-lo, levando-o ao fogo com um pouco de creme de leite, leite, manteiga, açafrão, um punhado de castanhas-de-caju (metade inteiras, metade moída) e cebolinha picada.




Para dar um frescor ao prato, fiz minha salada preferida (besta, besta):
tomates bem maduros, com bastante hortelã miúda picadinha, vinagre, azeite e noz-moscada.



Nosso almoço ficou esplêndido! Os pratos ficaram numa harmonia incrível... As três mulheres não conseguiam parar de comer!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Pasta! E a maravilha de ter majericão plantado em casa

Fatos verídicos:

Viajando a trabalho pelo interior, numa churrascaria de beira de estrada, o produtor pergunta ao fotográfo: 'será que o macarrão aqui é bom, heim?', 'Rapaz... Sei não, visse...' , respondeu o fotográfo, que na verdade pensava: 'Tu acha, porra???" "Garçom!" chamou o produtor "o macarrão aqui é GranoDuro?" o garçom olha intrigado por alguns instantes e finalmente responde: " Rapaz, é grande... Mas não é muito duro não..." Falou e disse!

.................

Mamãe e Papai viajam, jovenzinho chama a gatchenha para um jantar romântico. Antes de mais nada, claro, ele pensa no menu: 'Macarronada!, vou arrasar!'
Uma hora antes do encontro, o jovenzinho corre para cozinha para adiantar o serviço: corta cebolas, tomates e põe o macarrão de molho em água fria, para cozinhar mais rapidamente... Que tragédia! Saiu correndo com a gatchenha, para que ela não visse o gremlin que dava cria na cozinha e gastou a mesada do mês inteiro na lanchonete do bairro...



É... Macarrão tem suas peculiaridades... Todo mundo sabe fazer, mas de quando em vez sai umas coisinhas... Vou te contar!
Conheço pessoas que SÓ gostam de macarrão mole, bem molinho. Se não for o feito pela minha avó, não consigo. Você não sabe o que é massa, o que é molho... Vira tudo uma meleca só.





Vamos às dicas!

Para cozinhar um macarrão você vai precisar:

uma panela grande
água (bastante, o indicado é 1 litro para cada 100g de massa)
sal e 1 fio de azeite
Escorredor.

SEMPRE tem na embalagem (do mais caro ao mais barato) o tempo indicado de cozimento. Um timer (comprei um por menos de R$10 e é utilíssimo), ajuda a não esquecer (e transformar sua massa em almôndega de trigo) e sempre ter um macarrão al dente.

Escorreu? Ok.
Se for um macarrão de qualidade duvidosa, LAVE com água gelada para interromper completamente o cozimento e tirar da massa uma goma branca pegajosa que os macarrões ruins tem. Dá para comer, mas lembro que hoje em dia, já achamos uma massa melhorzinha com diferença de R$1, R$1,50...

Se seu macarrão for bonzinho (leia-se qualquer GranoDuro*), dá pra jogar ele quentinho direto no prato, põe 1 colher de sobremesa de manteiga, salpica um manjericão (ou orégano, ou outra erva, de preferência fresca) e queijo ralado (qualquer queijo funciona bem, o que eu acho melhor para isso é o provolone, sempre tenho 3cm desse queijo no congelador, pensando no fim de feira) e pronto! Uma delícia cremosa. Meau.

Vamos aos molhos???

O molho mais básico dos básicos e que requer menos técnica é o SUGO.
Você vai precisar de:

1 cebola
1 dente de alho
3 tomates inteiros
Manteiga
Sal e pimenta do reino a gosto.
Extrato de tomate (opcional)


Cozinha tudo com água e sal, até ficar quase desmanchando.
Bate no liquidificador.
Aqueça a manteiga na panela. Jogue o 'suco' do liquidificador, coloque sal, pimenta e se estiver muito ralinho (tomate ruim), coloque um pouquinho (1/2 colher de sopa) de extrato de tomate. O extrato de tomate é um terrível ladrão de sabores, porém ótimo espessante. O extrato orgânico faz TODA a diferença (bem menos ácido e com o gostinho de tomate de verdade), porém é 3 vezes mais caro. Se quiser dar uma encorpada legal nesse molho, é só adicionar cenoura (1/2, para essa quantidade) ao cozidinho de verduras. Aí sobe também a quantidade de extrato, pois se os tomates não estiverem mui maduros e vermelhos, vai ficar com cor de cenoura...
Bem bom, principalmente quando se está com preguiça de cozinhar...


Alho e óleo
é simples, mas para ser bem feito, tem segredo...
1. salgue bem a água do macarrão, para não precisar adicionar sal ao 'molho'
2. Bastante alho e bastante azeite. Lembre-se que APENAS eles serão o molho :p
(umas 5 colheres de sopa de azeite e uns 4 dentes de alho grandes)

Deixe a panela que cozinhou o macarrão secar completamente no fogo. Jogue o azeite, quando esquentar, junte o alho ralado. Você tem que ser ágil, o alho não deve nem começar a dourar, pois fica com gosto amargo de queimado.
Viu que secou um pouquinho, deu umas três estaladas, joga a massa dentro (vai fritar), desliga o fogo e mexe, mexe, mexe, até incorporar perfeitamente. Umas cebolinhas cortadas bem fininhas ficam uma delícia jogadas por cima da massa quente ;-)

Super Molho, Super Simples

Sal e pimenta do reino
Manteiga
Cebola ralada (umas 2 grandes)
Tomate em cubinhos (uns 6, ou 2 latas de Tomati Pelatti - que tá saindo mais barato do que comprar tomate nessa estação. O quilo do tomate está quase $5 e está péééssimo)


Doure a cebola na manteiga até secar bem. Jogue os tomates, mexa bem e espere incorporar. Cozinhe por uns 10 minutos. Se secar muito, adicione um pouquinho de água ou vinho branco seco. Se o tomate estiver ruim, acrescente um pouco de extrato de tomate. PRONTO!


O complemento fica por conta do freguês! Só com manjericão fresco, orégano... Vai bem com camarão salteado, lingüiça, carne em tirinhas, frango, queijo... Faça sua proteína ou vegetais com temperos bem básico (de preferência só no sal e na pimenta) e misture com o molho.

Outra dica muito importante é não misturar o molho com a massa na panela. Fazendo isso, a última porção sempre terá muito mais molho que a primeira e se sobrar, o macarrão com molho estraga muito mais rápido que o sem. Massas não absorvem molho, tornando então essa mistura completamente dispensável. Sirva sempre separado (panelinha de molho com concha) ou monte os pratos na hora de servir.


Em uma das viagens de moto, paramos numa praia chamada Baía da Traição, que fica na Paraíba. Lá ficamos numas das pousadas mais legais que conheci. Adorei o manjericão da folha grande que eles enfeitavam e perfumavam todos os pratos. Na saída ganhei umas sementes e ainda a "árvore genealógica" da planta: vinha da casa da avó Italiana da melhor amiga do dono da pousada. Plantei e rapidamente as folhinhas surgiram e cresceram que foi uma maravilha. No meu antigo apartamento, o jarro ficava sob o armário da cozinha, na pois levava muito sol. O segredo de plantar manjericão é bastante sol e bastante água. Nesse apartamento, eu fazia mudinhas em copinhos de cachaça, que em 5 dias estavam prontas para terra. Distribuí muuuitas mudas, porém a maioria não vingou, por falta de sol nos apartamentos... Mudei-me para uma apartamento térreo com pouco sol e ele sentiu bastante. Ficou mucho, chocho, o bichinho... Logo encontrei um lugarzinho para planta-lo no chão, com muito sol. Hoje ele está lindo e enorme, com o caule grosso e forte, uma arvorezinha mesmo. Sempre corro lá, apanho as folhas mais altas, aparo as flores (qualquer planta gasta muito de sua energia para manter as flores), e jogo no prato. Além das massas, vai mui bem em saladas, carnes, peixes, no sanduíche... Não se pode comparar o sabor do fresco com o seco... Outra ervinha que é bem assim, é o alecrim. A muda custou o mesmo que um saquinho do seco, vive num vazinho bem pequeninho e nossa, que diferença... Mas alecrim, fica para outro post.

*GranoDuro é a massa feita com um tipo de trigo especial: o trigo durum, que deixa naturalmente a massa mais soltinha, al dente.

sábado, 3 de abril de 2010

O Bendito Arroz Integral

Engano vários amigos. Mas é pro bem, rapaz... Pergunto bem descarada: tu gostas de arroz integral? A resposta é uma careta, na maioria das vezes. Aí vou cozinhando, escondendo o rótulo, passando o tempo, sirvo o prato e vejo nego comendo de babar... hahaha, ADORO!
O grande segredo do arroz integral, é deixá-lo cozinhar.
Normalmente usa-se o dobro de água do arroz branco, levando, logicamente, o dobro do tempo de cozimento do arroz 'comum'.

Sem pregação: gosto muito do arroz branquinho, certos pratos só caem bem com ele acompanhando... Mas o tal do arroz parbolizado, sinceramente, não me entra! O arroz preto, super-nutritivo, é uma delícia, demora a cozinhar e causa um efeito visual muito interessante (fico devendo fotos). Mas minha paixão, no quesito arroz, é o danado do arroz da terra. Experimentei a primeira vez em Catolé do Rocha (leia o post do meu outro blog) achei para vender aqui em Recife e desde então, quando falta na despensa fico aperriada...

O arroz carioca (nem sei se no Rio chamam assim :p) é aquele que fica sequinho na panela, pronto para servir. É que tem uma história de 'arroz lavado', que é o arroz cozido em MUITA água e depois escorrido: se já não tinha muito nutriente e, falando do parbolizado, de precário sabor, imagina depois que a água vai toda embora??? Afffe!
Vamos lá?

Arroz Integral ou da Terra para 2 pessoas:
1 xícara de arroz
4 xícaras de água
Alho, cebola, azeite ou manteiga, sal e, se quiser algum temperinho (alecrim, tomilho, açafrão, manjericão, cenoura ralada...)

Numa panela pequena com tampa, frite a cebola, o alho, adicione o temperinho e o arroz. Uma breve refogada, acrescente a água (há quem use fervendo, eu nunca uso). Mexeu. Ferveu. Abaixou o fogo. Tampou a panela. Deixe em média 30 minutos (até a água secar completamente). Desligue o fogo e espere mais 5 minutos com a panela fechada, antes de servir.Com o arroz branco o procedimento é o mesmo, usando metade da água.







A receita tradicional de arroz da terra é com leite no lugar da água. Aí tem que ficar de olho para não esborrar e cozinha sem tampa na panela.
Fica muito mnham mnham de bom.
Aguardem as receitinhas de risoto!

P.s.: quando eu falo Risoto não quero dizer 'feito exclusivamente com arroz arbóreo ou carnaroli'. SEI que por definição só é risoto se usarmos 'arroz para risoto', que 'largam' o próprio amido e dão aquela cremosidade maravilhosa. Porém, se falando de nordeste brasileiro, o preço desses tipos de arroz é altíssimo, deixando-os apenas para ocasiões mais especiais. Faço muitos 'risotos falsos', usando qualquer tipo de arroz (normalmente já cozido) e creme de leite (ou mesmo leite, quando quero mais leve). Ficam ótimos, posso garantir... É que antes desse post, discuti horas a fio com a purista da Tia Chu (kkkkkkkkk), que, claro, só chama risoto de risoto.:p