Há quem não goste de peixe de rio. Eles realmente tem um saborzinho de barro hehehe
A tilápia é um peixe muito branquinho, macio e que ultimamente encontramos em filé fresco e por um ótimo preço no mercado. Vai bem em diversos preparos: com molho de queijo, de forno com vinho, salteada no azeite...
Confesso que adoro um empanadinho, preferencialmente na aveia. E amo de paixão a combinação peixe + manteiga.
Entããão, dessa vez fiz assim:
Pus os sal e pimenta, passei no ovo e depois na aveia e assei na frigideira com pouquíssimo azeite. Por isso que ficou assim, escurinho. Aí depois derreti bastante manteiga e joguei umas alcaparrinhas (deixei uns 30 minutos de molho em água, pois sempre acho muito salgadas), piguei umas gotinhas de suco de limão e coloquei sobre o peixe já no prato. Arroz com espinafre para acompanhar, com salada de alface e tomate, regada com o molhinho da receita a seguir: uma quase conserva de vegetais (ótima para quem mora sozinho)
Quase Conserva de Vegetais:
*. Legumes ao vapor (FIRMES) - costumo usar: cenoura, batata, brócolis, vargem, acelga e abobrinha. Esse eu fiz apenas com cenoura e brócolis.
*. 1/2 xícara de azeite
*.1 dedo (na xícara de azeite) de vinagre de vinho tinto
*.2 dentes de alho espremidos
*. sal, pimenta e alguma ervinha de sua preferência (aqui usei um tico de alecrim fresco)
Coloque os vegetais numa travessa com tampa (que vede bem) e ainda quente despeje o molhinho com os ingredientes acima. Deixe esfriar e coloque na geladeira. Dura até 5 dias (isso depende muito dos vegetais).
suculento e boiando na manteiga, do jeito que o diabo gosta!
Rapaz, se tem um cara que eu tiro meu chapéu é pra esse danado!
Era pirralha quando ele inaugurou o Oficina do Sabor, que fica na rua da minha avó, onde praticamente fui criada. Só mocinha é que entrei lá, achando tudo LINDO e perfeito, me sentindo uma global (não tem famosidade que venha pras bandas de cá, que não dê uma chegadinha por lá). Foi onde aprendi a gostar de jerimum, jesus! Eu tinha verdadeiro horror! Minha tia que me levou lá insistiu muito, disse que era pecado não comer. E realmente, quem não experimenta o jerimum dele, não vai pro céu. O cardápio inteiro é maravilhoso. Ai, e gostei tanto dele ter ficado tão p* da vida quanto eu, quando a vigilância sanitária proibiu o uso da colher de pau... Acho absurda essa proibição. Tudo bem que deve ficar mesmo alguma coisa na madeira da colher (mas acredito piamente que levando sol, tá tudo certo), e com a colher de plástico, filho, é a colher que fica na comida (peça pra ver um dia uma colher de restaurante, se não falta três dedo de colher! Sabe pra onde foi? Pro seu pratinho)...
Quem quiser saber mais, esse é o site do restaurante: http://www.oficinadosabor.com/
Não deixe de ver o documentário no canto inferior direito da página.
A receita está no ctrl+c + ctrl+v, desse mesmo site.
JERIMUM FREVO É
INGREDIENTES:
15 Camarões pré-cozidos e descascados
4 Lagostas pré-cozidas e descascadas
2 Xícaras de calda de maracujá
½ Cebola cortada em tirinhas
1 Colher (sopa) manteiga
1 Colher (sopa) azeite de oliva
1 Colher (sopa) mostarda
1 Colher (chá) tempera tudo
10 Frutos de zimbro
1 Colher (chá) endro
1 Jerimum jacarezinho de 1,½ kg
1 Colher (sopa) requeijão
PREPARO:
Dore a cebola na manteiga e no azeite, acrescente a calda de maracujá com um pouco de água, tempere
com o restante dos ingredientes, coloque os camarões e as lagostas, deixe cozinhar um pouco e engrosse
com a maizena diluída na água, reserve. Abra o jerimum com um tampo, retire toda a semente, lave a
casca com sabão e água, coloque no forno em um tabuleiro com água, deixe cozinhar entre 30 e 40
minutos. Depois do jerimum cozinhado, recheie com o creme de maracujá já preparado e finalize com a
colher de requeijão.
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Minha única observação é quanto ao preparo do jerimum: tem que ficar BEM macio, o que não aconteceu com o meu em 40 minutos. Coloquei a foto (está péssima, mas ilustrativa) de como 'tratar' o bicho. Com uma faquinha pequena e pontuda, faça o corte retirando a tampa, depois pegue uma colher e retire as sementes. É duro, viu? Ah! E coloca a parte aberta do jerimum para baixo, atentado para não deixar a água secar, belezau?
Uma Gérbera para você César!
OBS.: tem uns restaurantes por aí com o 'Camarão na Moranga' no cardápio. Cuidado, pois em mais de dois já pedi e usam o jerimum cru, APENAS PARA SERVIR! Ai que raiva que dá de tamanho desperdício!
Vi uma receita parecida com essa num livro que curto muito: 200 receitas vegetarianas criativas (da coleção 'culinária de todas as cores'). O livro é fofo, tudo que fiz dele ficou ótimo e tem fotos lindas e apetitosas. Retirei dele apenas a ideia de assar o jerimum no forno até ficar macio, pincelado com azeite. O pesto fiz com 2 xícaras de salsa, 1/2 xícara de azeite, 1/3 de xícara de castanha de caju e 1 taco (+ou- 1 colher de sopa) de parmesão. Passei no processador e só.
O arroz (integral como sempre), levou couve refogadinha e um tico açafrão. Já arrumadinho no prato, coloquei 1 colher de sopa de farinha de linhaça (que estava especialmente saborosa). Tomate cereja e rúcula, temperadas com um fio de azeite e gotinhas de limão, com um restinho de carne de porco de ontem, cozida no vinho tinto (que na foto mais parece um sapo, preste atenção :p ).
É engraçado, as vezes comparo a cozinha com a fotografia analógica. Quando se domina a técnica e se sabe o que está fazendo usando aquela combinação de elementos, ficamos com uma margem de segurança de que 'vai prestar' e daí podemos nos abrir para a criação. Porém, o resultado final de VERDADE, só vem quando o filme é revelado e ampliado - e o prato, degustado.
Fiquei escaneando a geladeira mentalmente e "vi" um franguinho descongelado dando sopa. Corri para prateleira de temperos e simpatizei com a cor belíssima do dendê. Pimenta dedo-de-moça? Tinha também! Para acompanhar, arroz da terra (de leite) para agradar o paladar do marido sertanejo. Habitualmente, ele elogia minhas comidinhas, mas dessa vez, ele fez um escândalo.
Ficou bem gostoso mesmo e a harmonização dos sabores e texturas, foi o que mais chamou a atenção nesse almocinho. DE BABAR!
Receita!
Arroz de leite:
1 xícara de arroz da terra (arroz vermelho)
2 xícaras de água
1 xícara de leite
2 colheres de sopa de cebola ralada
1 colher de sopa de manteiga + 1 de chá
quanto baste de sal
Refogue a cebola na manteiga. Junte o arroz lavado e o sal e refogue mais um pouco. Junte a água e cozinhe até quase secar. Acrescente o leite distribuindo uniformemente pela panela e deixe secar. Desligue o fogo, junte a colher de chá de manteiga e mexa para não grudar.
Galinha no Dendê
300 g de frango em pedaços (para frango `a passarinha)
2 cenourinhas pequenas orgânicas
1 colher de sopa de azeite
2 colheres de sopa de azeite de dendê
2 colheres de sopa de molhinho verde (ver receita aqui)
1 colher de sopa de extrato de tomate orgânico
2 pimentas dedo-de-moça picadas, sem sementes
1 dente de alho picado
1/2 cebola
1/2 tomate
3 colheres de sopa de pimentão vermelho picado
4 colheres de sopa de cheiro-verde
sal e pimenta-do-reino
Doure ligeiramente o frango no azeite, acrescente todas as verduras, menos o cheiro-verde, 1 xícara de água e deixe cozinhar por uns 10 minutos na panela fechada. Acrescente o extrato e o molhinho verde. Salgue, coloque a pimenta-do-reino e o dendê. Acrescente mais um pouco d’água se necessário (coloquei + 1/2 xícara). Cozinhe até formar um molhinho grosso, coloque o cheiro-verde, misture bem, desligue.
Sirva com batata-doce em rodelas.
Uma dica: quando estou com pressa, coloco a batata no microondas numa terrina com água por 5 minutos na potência alto, viro o lado e deixo + 5 min. Fica boa, mas gostosa 100%, só no forno enrolada com papel alumínio. Nunca cronometrei, mas acho que leva mais de 1 hora...
Rapaz, quando minha amiga Sayo falou dessa receita, jurava que só comeria se passasse o natal na casa dela... Meses depois, perguntei de que livro era "Nada, mulher, vi em Ana Maria Braga!" hahaha
Ê Ana Maria, arrasou!
Tive que adaptar a receita, pois na verdade a original leva também purê de uma tal de batata baroa, que eu nunca tinha ouvido falar. Não sei se é inhame... Será?
São tantos nomes para as mesmas raizes nesse Brasilzão, que chega uma hora que a gente cansa, né?
Macaxeira, inhame, cará, batata-doce... Mandioca, aipim, mandioquinha, batata-baroa... ai ai...
Pois eu tinha bacalhau, tinha batata-doce, tinha batata inglesa e tinha coco de verdade, comprado na feira já ralado e congelado.
Dessalguei e puxei no azeite com alho e cebola, 300g de bacalhau
Fiz 2 purês: 1 de batata-doce e 1 de batata inglesa (300g da cada batata), com leite-de-coco bem grosso de 1 coco inteiro e 1/2 caixinha de creme de leite em cada. Usei sal e uma manteiguinha também. O purê deve ficar firme.
Fiz um pouco de molho branco: ralei 1/2 cebola, refoguei em 2 colheres de sopa de manteiga, juntei 3 colheres de sopa de farinha de trigo e fui acrescentando 150ml de leite, aos poucos, mexendo bem e depois 150ml de leite de coco. Depois foi só acertar o sal e pôr uma pimentinha moída na hora.
Ralei 100g de queijo mussarela, 100g de queijo parmesão e 1/2 pão francês.
MONTANDO:
Untei uma travessa de vidro com manteiga e coloquei o purê de batata inglêsa. Depois, um pouco do molho branco e o bacalhau por cima. Mais molho branco e o purê de batata-doce. O restinho do molho branco e os queijos misturados com o pão ralado. Gratinei no forno alto e nem deu tempo de fazer a foto com o prato fechado!
É delicioso!
Inhame: lava e descasca correndo, pq coça que nem urtiga nas peles mais sensíveis tratadas com dove, joga na água com sal e quando espetar o garfo que estiver molinho, tá pronto.
Carne de Sol: se estiver muito salgada, dá uma escaldada rápida, escorre, frita com um fio de manteiga de garrafa, joga cebola, alho e tomate.
Pega o inhame de jeito, põe no prato, joga a carne em cima, do jeito que você achar mais bonito e derrama MANTEIGA DE GARRAFA com gosto!
Ah! Um suquinho geladinho de acerola harmoniza mui bem! hahhahaha
Será que esse blog terá algum dia um post tão cretino quanto esse???
Ou arroz com qualquer coisa.
É aquela história: se tem restinho de arroz na geladeira, camarão fresco (peixe, carne, frango ou cogumelo) e verdurinhas dando bobeira, junta na chapa quente que sempre sai uma refeição leve, gostosa e saudável.
Hoje sem muito pra-quê-isso, RECEITA (a foto já diz tudo):
2 xícaras de arroz integral cozido
300g de camarão sem casca temperado com sal e pimenta
3 dentes de alho grandes fatiados
1 cebola fatiada
2 cenouras pequenas fatiadas
1/4 de maço de acelga fatiado
1/4 de maço de espinafre fatiado
1 pedacinho (uns 4 dedos) de pimentão vermelho e verde fatiados
Sal e pimenta
Óleo de gergelim torrado
Gergelim torrado e cebolinha `a gosto
Aqueça a frigideira, coloque um pouco de óleo de gergelim e doure os camarões por uns 5 minutos (se sua chama for forte). Reserve os camarões, coloque mais óleo na frigideira e comece a refogar as verdurinhas. Gosto de pôr na frigideira na ordem descrita acima. Quando estiver tudo QUASE no ponto, devolva os camarões, jogue o arroz, um bom punhado de gergelim torradinho, mexendo bem. Apague o fogo quando o arroz estiver bem quente. Acerte o sal, moa a pimenta, dê um "ganho" no óleo de gergelim e sirva os pratos, jogando a cebolinha crua e mais gergelim por cima.
O segredo desse tipo de prato é saber o qual verdura cozinha primeiro. Na verdade é o que você quer que fique mais cozido que o quê e colocar o arroz na panela só para esquentar e misturar.
Não sei por que o filé de porco é tão barato e tem tão baixa popularidade. É uma carne maravilhosa, muito mais macia e suculenta que seu primo rico, o lombo. Fica bem em diversos tipos de preparo, só não aqueles que cozinham muuuuito, pois desmancha com facilidade (se for essa a intenção, já sabe, né?) Fiz de todo jeito essa semana e percebi que só no sal e na pimenta, em fatias fininhas na chapa, fica muito, muito bom. Assado em tirinhas, e com um molhinho de tomate por cima ficou uma delícia com pão. É uma carne bonita e versátil. A receita abaixo mostra uma forma diferente de prepará-lo, fugindo um pouco do agridoce clássico. Minha queridíssima vizinha trouxe o Chimy-chumy de uma viagem para mim. É um mix de temperinhos maravilhoso. Cai muito bem em saladas, em verduras cozidas, em carnes, no arroz...
Preparei tudo na noite anterior e no dia só assei.
RECEITA!
1 filé de porco limpo (sem as pelinhas)
1/2 cebola ralada
3 dentes de alho ralados
2 colheres de sopa de chimy-chumy
2 colheres de sopa de manteiga
Sal e pimenta (pq eu sou aviciada)
papel alumínio
Passei sal e pimenta no filé, fiz a pasta com todos os outros ingredientes numa tigela pequena. Coloquei sobre a mesa uma folha grande de papel alumínio (o lado brilhante sempre voltado para o alimento), coloquei o filé, fiz uns furinhos nele e fui espalhando a pasta. Ficou parecendo um baguete de alho. Fechei dando umas 3 voltas com o papel, pus na geladeira e na manhã seguinte assei em forno médio por 30 minutos. Abri, deixei dourar um lado por 10 minutos, regando com o molhinho e depois do outro mais 10 minutos (nesses últimos 10, pus as batatas levemente cozidas junto). Fica muito gostoso e o cheirinho que fica na cozinha é divino.
Para o molho da salada bati no liquidificador 1/2 pote de iogurte natural com 1/2 maço de hortelã, suco de 1 limão, sal e azeite.
Ficou bem refrescante e surpreendeu como combinou com as batatas coradas.
Começando mais um capítulo de minhas aventuras culinárias, hoje com a maravilhosa, espetaculosa, suculenta e vitaminada Costelinha de Porco.
Comida boa é aquela que dá prazer. E o prazer que uma Costelinha de Porco proporciona é significativo...
Depois de tudo pronto e foto feita, comecei a comer educadamente com garfo e faca, cortando finos nacos de carne. Marido do lado olhava, ria e já segurando a costela com a mão, disse: "é um pecado comer essa costela com garfo e faca!". Aceitei o conselho de graça e daí por diante foi só alegria. Peguei a bicha de jeito, com vontade de que não acabasse nunca e roí cada milímetro, achando uma dentada melhor que a outra. A moça educada saiu do meu corpo, ficou apenas o animal carnívoro. Ficamos lambuzados da testa ao cotovelo, rindo um da lambuzeira do outro. A combinação com o vinho foi perfeita, a saladinha e as batatas também ajudaram a 'dissolver' a gordura. Depois disso, só um bom banho e uma sesta para continuar o dia...
Juro que a bendita costela elevou muitíssimo nossos níveis de serotonina.
Recomendo como anti-depressivo...
Costela de Porco no Saquê:
Deixei a costela marinando por umas 3h, virando de quando em quando, na seguinte mistura:
1 copo de saquê mirim licoroso
1 cebola ralada
1 colher de sopa cheia de mostarda `a L'Ancienne
Sal e pimenta do reino
Depois assei em tacho de ferro bem quente, pincelado com óleo de milho. Para que ficasse bem cozida - principalmente na parte de baixo, a com ossos, que não entram em contato direto com o tacho - tampei alguns minutos. Quando estava bem tostadinha, cortei na tábua de carne e servi.
Dica preciosa: quando houver gordura na carne, sempre coloque primeiro o lado sem gordura na assadeira. A gordura derrete e migra para dentro da peça, deixando-a mais suculenta e macia.
Salada Refrescante:
Rúcula, Alface, Hortelã picados, com tomates cereja inteiros e pimenta rosa.
Molho: azeite, sal e vinagre de vinho tinto.
As batatas foram previamente cozida e colocadas sem casca no tacho de ferro após a retirada da carne, apenas para corar.
Fiquei um pouco morgada, confesso, pela quantidade de receitinhas engordantes que pus aqui... É que essas "engordantes", me justifico, são as que eu faço de quando em vez, em momentos especiais. Minhas saladinhas e comidinhas saudáveis do dia-a-dia, faço normalmente tão com as mãos nas costas e tão na hora da fome que esqueço de fotografar, de anotar as quantidades. E receita sem foto, néam??? Bem, vou tentar melhorar nesse ponto e voltar a postar delicinhas por aqui.
Hoje é o dia do show de Amy Winehouse aqui em Recife. Tenho acompanhado o "Amy soltou um pum" da impressa na web e li hoje essa matéria aqui, que me deixou um pouco mexida. Lembrei de Cassia Eller, de quem sou fã desde a infância e tive a oportunidade de ir a 3 shows na vida. O primeiro foi no festival de inverno de Garanhuns, onde ela cantou uma música de Jimi Hendrix enquanto fumava um cigarro e mostrava os peitos. Foi muito rock and roll pros meus 17 anos! "Do caralhoooo!!!"
Depois foi o da Concha Acústica da UFPE. Ela novamente mostrou os peitos e trouxe na percussão LanLan e Tamyma Brasil que estavam com os cabelos azuis e verde. Tocaram "pra caralho"! O mais legal desse show foi que o segurança ficou com pena de mim, de tanto que eu (com meu metro e meio) me espremia e levava porrada no gargalo do palco, que me pôs ao lado dele, a apenas 5 degrauzinhos de distância Dela. A saliva e o suor Dela pingavam em mim. Me sentia maravilhada com as secreções da 'ídala'...
Passaram-se alguns anos, Cássia Eller fez o Acústico MTV. Depois disso, TODOS gostavam dela. Show em Recife, lá estava eu. Classic Hall era o lugar. Só para constar, é onde o Rei Roberto Carlos canta quando vem por aqui. O lugar é fechado, no ar-condicionado, coisa que já não me atrai muito. Mas era Cássia Eller, né? Que mudança no público! Fiquei me sentindo um peixe fora d`água junto `aquelas meninas todas de cabelos louros e lisos e saltos Luís XV. E aqueles meninos fortões? Como assim?
Bem. Quando foi anunciada a entrada Dela no palco, uma menina dessas subiu nos ombros de um rapaz desses, bem na minha frente. Soltei um PQP, mas normal, coisa de show. Mal deu tempo de me arrumar um pouquinho para o lado, quando vi dezenas de latinhas de cerveja voando na menina que estava no alto. Ela desceu correndo, coitada. Que público era AQUELE??? O show não era dos mais baratinhos, as meninas com certeza, passaram horas no salão de beleza e os meninos na academia, pra chegar ali e em menos de 1 minuto vandalizar geral??? Putz...
Uma coisa é certa: dinheiro e educação nem sempre andam juntos... Muita gente não está nem aí pra nada nem pra ninguém.
E a merda é que estou achando que vou encontrar essa mesma galerinha do mau mais tarde, no show de Amy. Pobre da menina. Tomara que não entenda nada de português. A bicha é monstrinha mesmo, isso é inquestionável, mas ter 'fãs' que aplaudem os goles numa bebida qualquer que ela deu no palco? Que acham engraçadíssimo possibilidade de uma pessoa que está em processo de reabilitação cheirar cocaína durante o show? O Cirque du Soleil passou por aqui não faz muito tempo...
Eu não dei 200 paus num ingresso pra ver nega desmaiar no palco. Esse 'espetáculo' não me interessa. Tanto que só comprei minha entrada depois que ela, direitinha, fez show em Floripa e no Rio.
Gosto dela pela voz, pelas canções, pelo style, porém a vida louca que ela leva, pode acabar por levá-la, como levou Cássia Eller, que aparentemente não era nem tão estragada. Tinha mulher e filho, não era tão largada no mundo quanto Amy. É isso que ela me parece: uma mulher sem ninguém por ela no mundo. Basta ver o olhar perdido, o cabelo com o topete que cresce ao ritmo de suas crises depressivas, as aloprações em bares, porres, peitos e banguelices...
Quero vê-la mais tarde, para provar o som de sua voz, ao vivo.
É isso que vai importar...
E nessa madrugada, pensando nela, em Cássia e em mulheres que como tantas, têm um poder tão grande, executam obras tão belas e mesmo assim, acabam atraindo um monte de fuleragem para si mesmas, fiz esse Cheese Cake.
Com muito carinho.
Ingredientes:
Massa de biscoito:
1 +1/2 pacote de biscoito maizena passado no liquidificador
2/3 de um pote de 200g de manteiga em temperatura ambiente
Massa de queijo:
1 pote de requeijão
1/2 caixinha de leite condensado
300 g de ricota em temperatura ambiente
3 colheres de sopa de parmesão ralado
1 pacote de gelatina sem sabor hidratada conforme a embalagem
Cobertura de Goiabada:
400 g de goiabada
1/2 copo de água
Preparo:
Misturei bem com as mãos a farofa de biscoito com a manteiga e fui preenchendo a forma de fundo removível, untada também com manteiga, apertando bem. Assei por 10 minutos em forno médio pré-aquecido. Quando a massa esfriou, bati no liquidificador o requeijão, o leite condensado, a ricota, o parmesão e depois de bem batido, adicionei a gelatina hidratada e bati só um pouquinho para uniformizar. Pus apenas 1/2 caixa de leite condensado e acrescentei, por minha conta e risco, o parmesão, para criar um contraste maior entre o salgado do queijo e a goiabada. Coloquei para gelar durante 2h e quando esfriou, pus goiabada derretida - já fria - com um pouco de água no fogo brando. Deixei na geladeira por 1/2 noite e uma manhã.