domingo, 12 de setembro de 2010

PUTAnesca!


Um sabadão delicioso em família, pedia uma comidinha especial. Antes do convite, a dúvida: o que fazer? Que receita testar??? Vendo fotos e mais fotos, me deparei com um belíssimo prato de Macarrão `a Putanesca. O olho bateu, o estômago sorriu e o cérebro reagiu: é esse! Convite feito, convite aceito. Corrida para comprar os ingredientes que faltavam e chegaram todos.
Como é bom farra na cozinha! Para mim, são as melhores.
Vinho na taça, ingredientes no balcão e o som dando o ritmo do preparo.
De entradinha, rolou um patezinho de shitak com abobrinha nas torradinhas de Mamãe e uma conserva de beterraba deliciosa que meu Padrasto fez. Meu irmão pôs o avental e ajudou em tudo... Foi tudo muito gostoso. Encontramos uma alcaparra enorme espanhola, deliciosa, que deu um charme extra ao prato.

Vamos `a receita:

Usei 1 caixa daquele pene colorido da barilla, para 5 pessoas boas de garfo

150 ml de azeite
2 latas de aliche
2 latas de tomates pelados
150ml de polpa de tomate
15 alcaparrões fatiados
100g de azeitona preta picada
2 dentes de alho amassados
sal e pimenta calabresa `a gosto

Coloque o azeite, o alho e o aliche na panela. Refogue até o aliche se desmanchar sozinho. Acrescente os tomates grosseiramente picados e a polpa. Deixe cozinhar até desmanchar (uns 20 minutos). Junte a azeitona e a alcaparra, o sal e a pimenta.
 Na falta de parmesão, pus queijo itálico ralado na hora

Como a conversa estava muito boa, deixamos o molho cozinhar muito mais tempo, acrescentando um pouco mais de polpa, sempre que necessário. Há várias versões sobre a origem do termo 'putanesca'. A que eu ouvi mais vezes, é que essa receita era feita por senhoras casadas salientes, que a preparavam bem rapidinho, deixavam o molho cozinhando num fogo bem baixinho e iam fazer coisas que os maridos não podiam ver. Quando os maridos chegavam em casa, diziam que haviam passado o dia cozinhando...



Uma delícia. Somente.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Macaxeira: dava para ser mais versátil, dona raíz?



Minha nossa, como é bom ser pernambucana e ter macaxeira assim, disponível em toda esquina! E o precinho? Na feira em algumas épocas, chega a custar R$ 0,50 o quilo!
É uma raiz muito especial, cheia de lendas (veja aqui), nativa do Brasil, tradicionalmente cultivada pelos índios,  que adaptadas aos quitutes portugueses,  tornou bastante peculiar a culinária daqui. Vai em bolos maravilhosos, misturada com coco, bolinhos, frita, ensopada, atolada, com queijo coalho e carne de sol, só na manteiguinha de garrafa, com ovo... Quase tudo que você misturar com ela vai bem...
E os subprodutos, então? Beiju, tapioca, sorvetes!
Fiquei especialmente satisfeita com a macaxeira, depois que li essa matéria aqui, meninas... É deliciosa, barata, super-nutritiva e incrivelmente versátil.
Na receitinha de hoje, usei a macaxeira cozida do café da manhã do dia anterior, que maridinho fez. Já contei que conquistei ele levando macaxeira de presente???
hahaha funcionou, viu gatas? ;)


+ou- 400g de macaxeira cozida e amassada
200g de carne moída
1colher de sopa de extrato de tomate
1 pitada de cominho em pó
Manteiga de garrafa
1/2 tomate, 1/2 cebola, 1 dente de alho, um pedacinho de pimentão vermelho picadinhos
cebolinha e majericão fresco, picados
sal, pimenta-do-reino e uma pitada de açafrão


Refogue as verduras na manteiga de garrafa e acrescente a carne e o cominho. Tempere com sal e pimenta e mexa até cozinhar. Jogue a macaxeira, o extrato de tomate e acrescente água (pode ser leite também) até atingir a textura cremosa de um purê durinho. Coloque o açafão, acerte o sal e finalize com a cebolinha, o manjericão e um pouquinho de manteiga de garrafa.

 Lá vem o ambulante gritando:
"Macaxêêêêêêêira! Pra comer de mamadêêêêira!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Mousse de Chocolate


Aerado, chocolatão, gelado e crock-crock.
Há tempos não fazia sobremesa e precisava muitíssimo comer um doce (mesmo que não tão doce).Por esses dias, conheci um rapaz, vegetariano e que há 2 anos não comia nada doce. Nada, nem mel.
Fiquei realmente 'inédita' com o fato. Como uma pessoa pode ser feliz na vida sem açúcar?, perguntei a ele. Não lembro da resposta que ele me deu... Entrou por um ouvido e saiu pelo outro.
Não, não, não.
Impossível de imaginar... Não é normal...
Poxa vida, rapaz... Recusar um doce de caju??? É loucura. A vida sem geleia??? Como pode? Até os diabéticos hoje em dia, tem acesso a felicidade de comer um pudim!
Para me curar de tanta perplexidade, só esse Mousse de Chocolate.

Receita:

1 barra (175g) de chocolate amargo 55% cacau
1/2 frasco de cereja ao maraschino picadas em 4
1/3 de xícara de castanhas torradas, quebradinhas
1 lata de creme de leite
2 claras batidas em pico
1 colher de chá de essência de baunilha
2 colheres de sopa de açúcar


Numa tijela de vidro, derreta o chocolate picado no microondas (põe 1 minuto, abre, mexe um pouquinho, repete essa operação até ficar completamente derretido). Com um fuê, misture o creme de leite ao chocolate. Bata as claras até até formar picos. Acrescente a baunilha e o açúcar e bata bem. Misture `a tijela do chocolate, coloque a castanha e as cerejas e ponha na geladeira por umas 3 horas. Se preferir, coloque já em forminhas individuais. :p


Tão deliciso e bonito, que não resisti e pus um montão de fotos

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Pra Comer Rezando - Macarrão Ave-Maria


Manhã de bobeira, resolvemos dar uma caminhadinha e aproveitar para fazer as compras. Mochila nas costas, fomos num super-mercado distante 1,5km de casa. Me surpreendi com uma montão de ingredientes diferentes nas prateleiras, entre eles o cuscuz de arroz e o danadinho do Macarrão Ave Maria. A princípio pensei em coloca-lo numa sopa, já que é uma massinha bem curta. Cheguei em casa, e ela, a criatividade, voltou a me visitar...  Uma fome danada (maior roubada é fazer compras com fome!), finalmente cheguei ao Menu do dia: seria o macarrão com um molho de tomates e verdinhos bem denso e picante com linguiça portuguesa. Ficou MUITO, MUITO gostoso. O 'segredinho' aqui foi picar bem miudinho todos os ingredientes, para que nada ficasse maior que a massa.

RECEITA!

Molho:
4 tomates grandes bem maduros picadinhos (com casca, semente e suco)
1 cebola grande ralada
1 dente de alho espremido
1/2 linguiça portuguesa picadinha
15 folhas de escarola picada BEM fininha
tomilho, sal, pimenta calabresa e azeite

Doure a cebola e o alho no azeite. Acrescente os tomates e deixe cozinhar bastante e fogo baixo e panela tampada, até que esteja bem grosso. Salgue, tempere com um pouco do tomilho e a pimenta calabresa. Numa frigideira com um fio de azeite, asse a linguiça e jogue a chicória até murchar. Misture no molho e apague o fogo.

Massa pronta e no prato, coloque 1 colher de sopa bem cheia de mussarela picadinha e derrame a concha de molho por cima. HUUUM


cheia de graça

Detalhe 1: Calorias? O que é isso?
Detalhe 2: Cuidado! A pimenta calabresa é uma delícia de ardida!

sábado, 28 de agosto de 2010

Inspiração é fogo...


Há dias em que tudo está lindo e só de ver o sol brilhar, começam a surgir idéias e mais idéias... Mas tem hora que não rola: você espreme, puxa e repuxa e não sai do lugar. É interessante notar que muitas vezes a obrigação traz a inspiração. Aquela coisa do ‘Se não, fudeu’.  Nesses casos, sempre lembro de 2 músicas, grandes sucessos da MPB: Luiza e Anos Dourados.
Fico imaginando Tom Jobim e Chico Buarque no processo de criação: será que eles se debatiam horas numa oração? Será que eles se irritavam com os prazos?
Acho que não. As vezes precisamos mesmo desse tempo, dessa data limite, para as coisas saírem meio que sozinhas da mente. Como um botão? Não. Mais como coceira do que como botão. E a fonte das palavras? De onde brota? De onde vem?
"A palavra certa, que faça o mundo andar"

4 musiquinhas para pensar nisso enquanto se faz o almoço - sem a mínima inspiração

Hebert Vianna:





Essa tá no meu Top10 de musicas lindas. Sei que foi feita sob encomenda para um papel numa novela que Vera Ficher interpretou nos anos 80...



Essa, também para abertura de novela, já chegou com o título. Tom e Chico arrasaram...


De onde???????


Da transpiração!

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Quibe de Bandeja:
1 xícara de soja
1 xícara de trigo para quibe
1/2 colher de chá de cominho em pó
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de mostarda em pó
1 xícara de coentro e cebolinha picados
1 cebola picada
1 tomate picado
2 dentes de alho picados
1/2 xícara de folhinhas de hortelã bem picadinha
Sal, pimenta do reino e azeite

Preparo:
Cubra o trigo com água. Hidrate a soja como manda o figurino. Refogue a soja com metade de todos os ingredientes, menos a hortelã. Coe o trigo, espremendo bem. Misture tudo (a soja refogada, o trigo, o resto dos temperos e a hortelã. Unte uma refratária pequena com azeite e coloque o quibe, apertando bem na forma. Risque quadradinhos (do tamanho de uma porção) e derrame azeite nas divisões. Asse até dourar em fogo alto (uns 30 minutos).

Já no prato, regue com azeite e gotinhas de limão. É ótimo com carne no lugar da soja também...

Purê de milho com queijo

ingredientes:
1 xícara de milho debulhado e cozido em água e sal (tenho ainda congelado do São João!)
2 xícaras de leite
1 colher de sopa + 1 de chá de manteiga
1 fatia de queijo prato
3 colheres de sopa de parmesão ralado.

Preparo:
Bata o milho no liquidificador com o leite. Derreta a colher de manteiga na panela e despeje o milho batido. Não pare de mexer. Quando começar a ferver, adicione os queijos. Misture bem até incorporar. Desligue o fogo, junte a colher de chá de manteiga.

+ Arroz integral descongelado com ervilhas
+ Salada de alface com tomates, no azeite, vinagre de laranja e gersal


Tomates Lindões!




:p

sábado, 14 de agosto de 2010

Leite de Pedra Magmática

Há mais de 45 anos cientistas pesquisam as rochas magmáticas nos Andes. Foram encontradas pequenas protuberâncias nas pedras, muito parecidas com mamilos, das quais brotavam um fino líquido vermelho fosforescente. Um grupo de pesquisa liderado pela Dra. WhoMommy começou a estudar o fenômeno e descobriram um grande potencial nutritivo no tal líquido. Batizado de “Leite de Pedra”, foi constatado que nada em toda a natureza tem tantas vitaminas e sais minerais. Recentemente testes com alguns tipos de hormônios foram injetados nas protuberâncias, o que intensificou a produção do leite. 


A partir deste mês , graças a essa tecnologia, você pode encontrar o Leite de Pedra Magmática para substituir até 2 refeições diárias! É só por no microondas por 1 minuto, agitar o potinho e ter a explosão de nutrientes completamente natural todos os dias! 

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Loucura? Pois é o que sinto vendo certas propagandas de alimentos industrializados. A última de um macarrão instantâneo, com fogões passeando pela roça e as cozinheiras colhendo vegetais frescos, é realmente surreal... Como podem? Estão querendo enganar a quem???
Outra propaganda diz “fulana, arroz perfeito há um ano”???
Por que caralhos substituir uma cebola e um alho picados em menos de um minuto e muito mais barato por uma m**** de pó branco, fino e brilhante, que você nunca viu mais gordo?
Vamos combinar, né???
E a de um complemento alimentar infantil? Fofo o ‘gostí' do pequeno, rapaz... Mas a Mamãe dizendo que também ‘gostí’? Ô mamãe... Já vi muitas tias batendo de tudo, até inhame no leitinho e dando de gagau pros priminhos... Tudo aí, saudável que só eles...
Sei não...
Já tem comida em capsulas, gente!
Ai, talvez tomar com um copo de água não seja tão higiênico, né? INJETA NA VEIA!
Cadê a comida de verdade?
EM EXISTINÇÃO nos supermercados.


AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH




Menu Revoltado e Rápido de Hoje:





Arroz com Chicória e Gersal
Peixe assado com Gengibre e Wassabi
Salada

Arroz:
1 xícara de arroz integral cozido sem sal
6 folhas de chicória picada fina
1/2 cebola
2 dentes de alho
1/2 colher de sopa de gersal*

Cozinhe 1 parte de arroz integral para 4 de água.
Refogue alho, cebola e quando estiver dourado, acrescente a chicória. Deixe murchar e junte o arroz. Jogue o gersal mexa bem para incorporar e desligue.

Peixe:
4 filés de merluza, ou peixe de sua preferência.
Sal, Azeite para untar a assadeira
Wassabi em pó
Gengibre ralado (a mesma quantidade de limão
Raspas de 1 limão
Shoyo

Coloque 1 fio de azeite na assadeira e espalhe. Salgue LEVEMENTE os peixes. Em um pires, misture as raspas de limão, a mesma quantidade de gengibre ralado, 2 colheres de chá de Wassabi em pó e 6 colheres de chá de shoyo. Distribua essa pastinha uniformemente sobre os filés. Corte o limão em rodelas finas e coloque por cima. Forno alto por uns 30 minutos (até a assadeira ficar quase seca) - depende muito do forno.

Salada:
5 folhas grandes de alface crespa
5 folhas grandes de alface lisa
2 tomates bem maduros
1 colher de sopa de hortelã picadinha
1 manga de vez (bem durinha)

Lave tudo, pique do jeito que achar mais bonito e monte a saladeira.

Molho da salada:
3 colheres de sopa de shoyo
1 colher de chá de wassabi em pó
1 colher de chá de gengibre
1 colher de chá de pimenta
1 colher de chá de óleo de gergelim torrado


*gersal = gergelim torrado com sal. Pode ser feito na frigideira mesmo, sempre mexendo. Quando começar a pipocar, despeja no liquidificador e tritura. É bom em tudo e misturado ao requeijão é tido como o melhor substituto da manteiga em pães e torradas.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sopa Francesa de Cebola






Essa sopa tem história. Foi um dos primeiros pratos que me arrisquei a fazer logo que Mamãe comprou o livro ‘A Boa Mesa’, que foi muito, muito usado lá em casa. Eu devia ter uns 14 anos e pirei em cozinhar algo com tanta manteiga. Mamãe, na mesma época, havia comprado uma coleção inteira de temperos. Nos rótulos dos potes vinham informações sobre a origem da planta, escolas culinárias que eram mais utilizados e em que tipos de preparo. Era uma deliciosa aula para a família toda... Tinha até um frasquinho com Bouquet Garni, com umas 6 bolinhas de tecido bem amarrados...
Ai, como eu queria usá-lo! Era inverno, em Garanhuns, um frio danado... Fiz a sopa e foi um sucesso: todos adoraram e eu mais ainda, me achando MUITO chic servindo pratos individuais tirados do forno...

Queria comer uma sopinha que esquentasse o coração. Lembrei-me de uma soparia ótima, que fica na zona sul da cidade... Na chuva, de moto, tomar sopa?
Não..., pode deixar nego troncho...
Abri a geladeira: muitas cebolas. ‘CLARO, é hoje!’.
Sabia que marido iria enlouquecer com essa sopa. Ele é louco por manteiga.
De vez em quando eu pensava nela, mas com o calorão que faz normalmente em Recife, não rola...
E Recife agora está frio - será que o filme de Kleber Mendonça foi uma profecia?

Sopa Francesa de Cebola :
serve 2 pessoas

3 cebolas médias em rodelas finas
1/3 de pote de manteiga (+ou- 80g)
500 ml de caldo de carne (natural, please)
100 ml de vinho branco (o que vai ser servido junto com a sopa)
1 bouquet garni (tomilho, louro, salsão, enrolados numa folha de alho-poró)
Sal e pimenta branca
Pão francês torrado e queijo gruyere ralado (substituí por um pão fofo redondo e por queijo gouda)

Refogue bem a cebola na manteiga (até ficar bem transparente), acrescente o vinho, deixe evaporar um pouco. Junte o bouquet garni e depois caldo de carne e cozinhe em fogo baixo por uns 25 minutos. Retire o bouquet,  ponha sal e pimenta branca - cuidado com sal por conta do queijo . Coloque em sopeiras individuais, a torrada e salpique o queijo. Asse em forno alto até o queijo derreter. Como eu queria o queijo mais torradinho e não tenho grill no forno, finalizei com o maçarico.  






ps.: usei tomilho seco e louro idem, por isso o gaze amarrando tudo.
P.s.2: como estava sem o livro, dei uma googlada em várias receitas. Achei uma em que uma criatura que está morando na França colocou “manteiga OU MARGARINA” PELOAMORDEDEUSAIMEUOVO! crees?
*tenso*
Ps.3:Contra-indicada para quem tá com o colesterol alto!!!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Caldos

Interessante isso de aproveitar restinhos de tudo. Quando morava só e somente só, o desperdício de alimentos era um grande problema. Comecei a criar soluções malucas e não desperdiçava mais nada. Cascas e cabeça de camarão viravam caldos, o bagaço virava bolinhos, que eu temperava, acrescentava ovo, soja hidratada e farinha de trigo, fritava e servia de tira-gosto. Faziam maior sucesso...
Os restos de verduras, fazia caldos também, hoje em dia bem melhores graças a esses escritos de La Cuccinetta - ô serviço de utilidade pública o blog dessa menina! Restos de carnes, carcaça de frango, ossos e cabeças de peixe... CALDO. Desenvolvi o método de botar os caldos em caçambas de gelo, congelar e depois guardar em saquinhos... Me achava muito esperta e original fazendo isso, até que ano passado peguei uma revista Gula do meu irmão, só falando de caldos, ensinando a fazer os cubinhos...
Fiquei com aquela sensação de ‘ué, não fui eu que inventei isso não???’  Pôôô :s

quarta-feira, 21 de julho de 2010

As carnes, As Tortas e Os Rocamboles



Há algum tempo, eu tinha 3 calos na cozinha: carne bovina, rocambole e massas de tortas (empadão, tortas doces...) 

Numa madrugada insone, vi de cabo a rabo,  o DVD do mestre das carnes Marcos Bassi. Ele explica tudo tim-tim-por-tim-tim, tem até um projeto de churrasqueira perfeita no DVD. Achei uma video-aula interessantíssima! Fiquei dias repassando a lição do “bem-passado, ao ponto e mal-passado’ que ele ensina na parte do gordinho da mão abaixo do polegar... A frase-verdade do DVD, que ele repete mil vezes, é: “não existe carne de segunda e sim animal de segunda”.
Valeu muito a pena. Fogo foi depois de ver mil tipos de carne, convencer o estômago a digerir um sanduíche de queijo...

Comecei com a ‘carne-sem-erro’, contra-filé, que acho até mais saborosa que o mignon... Depois fui me aventurando em outros tipos de carnes, cá e acolá dando uma bispada no 'mapa de anatomia' do boi e tudo foi dando certo. 
Trauma resolvido. 

O segundo trauma, acabei de resolver: massas para tortas. Fiz algumas vezes na adolescência e nunca dava 100% certo. E como eu gosto muito e não é nada light, nunca fiz muita questão de aprender...  Me aventurei a princípio a fazer um pastel Lolita para a festa de aniversário do meu irmão.  Ficaram deliciosos e foram devorados antes de esfriar completamente - e de serem fotografados - mais uma receita que fico devendo aqui.

Queria MUITO fazer uma torta doce. Mas todas as receitas que eu pegava, exigia balança  (não tenho ainda). E também não tinha forma com fundo removível. Essa semana comprei a forma. TINHA que fazer uma torta. Na própria forma, havia uma receita de torta de morango. Tinha todos os ingredientes em casa. Apesar de ser uma massa, um creme e uma cobertura muito da fuleira, não exigia balança. Então eu não tinha para onde correr. Fiz dobrando a receita da massa, pois como sou café-com-leite nessa arte, não consegui forrar nem metade da forma com uma única receita. Nesse ponto, esqueci um pequeno-grande detalhe: essa massa leva fermento, então ela ficou muito mais grossa que o normal. 



Cá para nós: não gosto da espessura ‘normal’ finíssima dessas massas de torta por aí. Quando a massa é gostosa e sequinha, acho que ela pode ser da mesma altura do recheio... Bem, se você tem uma forma com fundo removível e, como eu não tem balança, aventure-se. Em todas as fases eu pensava: pô e faz assim? Nossa, amido de milho no recheio é golpe baixo... Gelatina na cobertura é o Ó... Mas, como estava tentando seguir uma receita uma vez na vida, fiz direitinho. E a torta acabou rapidíssimo... Eu perguntava aos brothers: o que vocês acharam da massa? ‘tá ótima’ e o recheio ‘delícia’... 
Impressionante. Fácil e baratíssima. E ficou linda, vamo combinar... hehehe







Receita:
massa:
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de óleo
1 ovo
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa rasa de fermento químico
farinha de trigo até desgrudar da mão

recheio:
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
3 gemas
3 copos de leite
1 colher de sopa de amido de milho

cobertura
gelatina de morango
2 caixas de morango

Preparo:
1.Prepare a gelatina conforme a embalagem e deixe na geladeira, pois ela precisa estar em ponto de clara de ovo, pois se estiver líquida, penetrará na massa.
2.Faça o recheio: misture todos os ingredientes e cozinhe mexendo sempre até ficar bem cremoso. Cuidado para não empelotar. Deixe esfriar para rechear a torta.
3. Misture todos os ingredientes da massa, acrescentando farinha de trigo até soltar das mãos. Forre a forma sem untar, fure a massa com um garfo e asse em fogo médio de 10 a 15 segundos, até 
dourar.

Montagem: deixe a massa esfriar um pouco, enquanto isso, corte os morangos na diagonal. Coloque o creme, os morangos e delicadamente a gelatina em ponto de clara, pois assim ela fica na superfície. Levar a geladeira por no mínimo 4 horas. :p




Só para finalizar o exorcismo dos traumas, rocambole só tentei fazer uma única vez, quando era teen, de uma receita retirada de um saquinho de queijo ralado. Era de batata, por isso a massa ficou muitíssimo mole e me causou um imenso aperreio. Quando fui enrolar, a bicha quebrou ao meio, com a carne moída já em cima... Trash. Ficou gostoso, mas muito, muito feio. 
Então é isso: fico devendo pasteis Lolita e um belíssimo rocambole ;)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Acepipe de Batatinhas




Comemoro sempre quando encontro essas mini-batatas...
Para conservinhas rápidas e avinagradas, tira-gosto, em carnes assadas e galinhas de molho, nada melhor...
Tenho usado muito chicória em pratos cozidos. Ela tem um sabor levemente amargo e textura firme, que em combinação com a maciez das batatas formam uma dessas ‘misturas perfeitas’. A chicória pode ser utilizada substituindo couve em pratos diversos.

Acepipe de Batatinhas com Chicória:

1/2 kg de batatinhas cozidas (coisa de 8 minutos)
3 dentões de alho
10 folhas de chicória picada grande
Sal, pimenta-do-reino e tomilho
Azeite, limão

Azeite na frigideira, doure levemente o alho picado, acrescente as batatinhas, o sal, o tomilho e a pimenta. Deixe dourar um pouco e acrescente a chicória. Quando as folhas mudarem de cor, está pronto. Jogue gotinhas de limão antes de servir num pratão bem bonito e cheio de garfinhos...
Ótimo com cervejinha gelada ou com vinho.